







A Porta do Mezio localiza-se em Arcos de Valdevez e representa não apenas um ponto de entrada para uma das mais notáveis áreas protegidas de Portugal – o Parque Nacional da Peneda-Gerês, mas também o início de uma jornada através de paisagens intocadas, biodiversidade exuberante e uma rica herança cultural.
Localizada estrategicamente, a Porta do Mezio serve como um portal para a descoberta das maravilhas naturais e culturais que caracterizam esta região única.
Ao cruzar esta Porta, os visitantes mergulham em um ecossistema que abrange montanhas imponentes, florestas exuberantes, rios cristalinos e uma variedade de fauna e flora. O Parque Nacional da Peneda-Gerês é um santuário para a vida selvagem, abrigando espécies raras e endêmicas.
Na Porta do Mezio, encontrará um “espaço vivo”, com 11 hectares, onde poderá descobrir a natureza, história e tradições das serras da Peneda, Soajo, Amarela e Gerês.
Dispõe de vários equipamentos e infraestruturas de interpretação natural, cultural e de lazer que, por entre as deslumbrantes paisagens das florestas e montes do Parque Nacional da Peneda-Gerês, o ajudarão a explorar o território do parque e proporcionarão momentos de aprendizagem, aventura, descontração e diversão, em família ou com os amigos.
Aqui, o nosso staff dar-lhe-á apoio técnico e humano, com disponibilização de mapas, rotas, conteúdos multimédia e uma loja com produtos da região.
Aproveite a oportunidade para caminhar nesta magnífica natureza, observar e fotografar a fauna e a flora e desfrutar da nossa ampla lista de atividades. As experiências serão inesquecíveis.
Venha passar uns dias connosco, em qualquer altura do ano.

No alto do Mezio, encontra-se aquele que é “o maior baloiço panorâmico de Portugal”, o Baloiço do Mezio. Com mais de sete metros de altura, este baloiço permite-lhe desfrutar de uma vista panorâmica 360º para o Parque Nacional da Peneda-Gerês, um dos pontos de passagem obrigatória deste território, considerado pela UNESCO como Reserva Mundial da Biosfera.

Um dos complexos de arte rupestre da Idade do Bronze mais importantes do Noroeste da Península Ibérica, composto por mais de cem rochas gravadas com diversos motivos de cariz simbólico e geométrico, onde se destacam elementos de forma quadrangular e retangular, com cantos redondos, bem como diversos antropomorfos (figuras esquemáticas da figura humana), sobretudo do tipo em fi.

Situadas junto à Porta do Mezio, num cenário natural magnífico do Parque Nacional Peneda-Gerês, as Lagoas de Travanca são autênticas piscinas naturais, alimentadas pelas águas puras
e cristalinas do rio Grande, que estão rodeadas de recantos com imensa vegetação e sombras e convidam a banhos refrescantes, nas tardes quentes de verão, bem como, a um agradável piquenique a dois ou em família.

Integrado no conjunto de monumentos megalíticos conhecidos por “Antas da Serra do Soajo”, Monumento Nacional desde 1910, o Núcleo Megalítico do Mezio incorpora cerca de uma dezena de monumentos, distribuídos por uma zona planáltica de aproximadamente 2 km, favorecendo, deste modo, a visita e consequente contacto com exemplares únicos destes espaços funerários pré-históricos, edificados há cerca de 5000 anos. A área inclui três monumentos intervencionados cientificamente e posteriormente valorizados, as Mamoas 1, 5 e 6.

Situada perto do já famoso “Baloiço do Mezio”, na freguesia de Cabana Maior, a Porta do Sol é um monumento turístico original que oferece uma vista deslumbrante. Este espaço, que dá passagem para uma varanda romântica e artística, permite apreciar a imensidão do Parque Nacional da Peneda-Gerês. Debruçada sobre a natureza selvagem e encantadora, a Porta do Sol proporciona aos visitantes uma experiência única, repleta de emoções e desejos, num cenário de pura beleza e tranquilidade.

Vila onde pequenas casas erguidas com blocos de granito ladeiam as ruas de pedra, que guiam para o largo do Eiró, onde se ergue um singular pelourinho (Monumento Nacional) que simboliza os privilégios forais concedidos por D. Dinis aos moradores de Soajo. Na periferia da área urbanizada, num ponto alto dominado por um grande afloramento granítico surge um imponente conjunto de 24 espigueiros e uma eira comunitária construídos em pedra, sendo esta eira comunitária uma das maiores e mais bem preservadas da região.

Antigas aldeias de Verão situadas no alto das montanhas, que marcam a paisagem e refletem o modelo de povoamento tradicional da região. Estas povoações temporárias foram implantadas pelo Homem em zonas elevadas, onde as condições naturais favoreciam a agricultura e a pastorícia.
Durante os meses mais quentes, as pessoas deslocavam-se para essas áreas, aproveitando os pastos frescos para o gado e cultivando os terrenos. As brandas são um testemunho da relação histórica e sustentável entre os habitantes e o meio natural, e ainda hoje fazem parte da identidade da região.

Construído em honra da Senhora das Neves, este local tem uma forte ligação à tradição religiosa e à lenda que conta que a imagem da Senhora foi encontrada numa lapa, o que deu origem a um importante local de romaria. O Santuário é inspirado no Santuário de Bom Jesus do Monte, em Braga, mas a sua integração harmoniosa na paisagem, erguido junto à fraga da Meadinha, confere-lhe um encanto único e especial, tornando-o um lugar de contemplação e devoção, rodeado pela beleza natural da região.

Fundado provavelmente por D. Teresa, foi inicialmente vinculado à Ordem de Cister no final do século XIII, integrando a área sob a influência de Santa Maria de Fiães. Ao longo dos séculos, enfrentou imensas dificuldades, sendo transformado em igreja paroquial em 1441, antes de regressar à ordem em 1497. Atualmente, ainda subsistem algumas das estruturas arquitetónicas originais da igreja românica, bem como as posteriores alterações feitas durante a Época Moderna, que atestam a rica história e evolução deste importante local.

Os fojos são antigas armadilhas utilizadas para capturar lobos, especialmente no norte da Península Ibérica. Estas armadilhas eram compostas por fossos dissimulados com vegetação, para que os lobos não conseguissem vê-los. O método de captura variava, sendo os mais comuns os fojos de cabrita e os de paredes convergentes. Nos primeiros, uma cabra era colocada como isco para atrair o lobo, enquanto nos segundos, duas paredes convergiam em direção a um fosso. Este tipo de armadilha envolvia uma batida, com a participação de toda a aldeia e, por vezes, até das aldeias vizinhas. Os batedores conduziam o lobo para o fojo, onde ele acabava por cair no fosso dissimulado com vegetação, ficando preso. Essas armadilhas eram um método tradicional de captura, embora hoje em dia estejam desativadas, sendo um testemunho da convivência histórica entre o homem e o lobo ibérico.